ERA UMA VEZ...

Dizem que a escola ensina a ler, escrever e fazer conta de cabeça e que a vida ensina com a gratidão de copiar exemplos.* Comigo foi assim.

Sempre esperei, com ansiedade, pelos pacotes de Páscoa e Ano Novo que minha avó enviava aos netos todos os anos. Pães de mel e biscoitos pintados à mão embrulhavam saudades e tradição. Ela morava longe, mas enchia a casa de gentilezas.

Aqui, mais perto de mim, minha avó mineira tinha sempre a casa aberta. Mesa grande na cozinha, avental sujo de farinha e um armário abarrotado de queijos, goiabadas e quitandas. O forno acesso aquecia filhos, netos e vizinhos. Toda vez que eu faço um bolo de banana, sinto um abraço apertado que só uma avó sabe dar.

Foi com essa gratidão que um dia comecei a assar pães de mel, brownies e cookies na cozinha da casa da minha mãe. O que era um agrado para os amigos, virou um negócio que surpreendia pela embalagem, durabilidade e qualidade dos produtos. O sucesso das vendas enchia a casa com o aroma do chocolate, um cheiro adocicado que faz lembrar que é preciso mimar nossos amores, agradecer, retribuir, festejar.

Como sempre pensei na personalização dos produtos, o mercado corporativo logo descobriu a Frau Bondan. Fiat, Banco do Brasil, Petrobras, Fundação Dom Cabral, BH Shopping são apenas alguns dos nossos fiéis clientes.

Em 2002 inaugurei a primeira loja, uma cafeteria em Lourdes. Nesse espaço, a produção foi crescendo e novos projetos foram sendo desenvolvidos. Não parei por aí. Ser itinerante é outra vocação da Frau Bondan. Você pode esbarrar com nossos produtos em um quiosque no seu shopping preferido, no museu que traz o mundo à cidade ou em uma feira de moda. Os gostos são sempre parecidos, mas cada um desses projetos terá uma nova estampa, uma embalagem exclusiva que guarde a experiência daquele dia.

É essa a minha história, seja bem-vindo ao site. Navegando, você vai conhecer os produtos e quem sabe experimentar nossos gostos, guardando essa lembrança para sempre.

Paula Bondan

*”Parecia muito pequeno o ideal de meu pai, naquele tempo, lá. A escola, onde me matriculou também na caixa escolar – para ter direito a uniforme e merenda – devia me ensinar a ler, escrever e a fazer conta de cabeça. O resto,dizia ele, é só ter gratidão, e isso se aprende copiando exemplos.”

Bartolomeu Campos Queiroz em “LER, ESCREVER E FAZER CONTA DE CABEÇA”, Belo Horizonte, Miguilim, 1997.

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